16/11/2025
No pátio o movimento de carruagem, faróis, no pátio sobretudo a fria luz azul, de onde, presa de penumbra real, a ideia do sublime sequer é concebível, nem mesmo pelo ímpeto de redenção. Que toda paisagem carregue atmosfera grave, elevada, no rastro do serpenteio de correntes de criaturas mitológicas, ou mesmo suspire em desolação, carpe -- debalde seria, porque se desolam no chão sombra e poeira, real consciência resoluta da vida a desenrolar seca.
Talvez restem só meandros esparsos, redundam sempre em discurso que vem à vida natimorto. Que dizer, afinal? Mesmo na música tenho sentido realmente apenas as passagens cheias de hesitação e falta. O tato das coisas se comprime, com o passar dos dias se é entregue ao pendular movimento do tempo cronicamente perdido, em meio a este luzir frio destituído e que, ainda assim, diz estremecimentos, entrecortados, esparramados pelos cantos.